Mustaine: "Agora existem duas ótimas bandas"
Qua, 11 de Agosto de 2010 10:40
Existe, de acordo com as regras do jornalismo do rock, apenas um tabu para o líder do Megadeth, Dave Mustaine: Pergunte sobre sexo, pergunte sobre drogas, pergunte até da vez que sua filha de cinco anos o mandou ver um psiquiatra. Mas nunca, sobre circunstância alguma, o pergunte sobre o Metallica.
Esse homem de 48 anos foi chutado do super grupo no começo dos anos 80, banido do paraíso do heavy metal por ter se rebelado contra seus colegas de banda. Sem dinheiro e humilhado ele jurou vingança.
“Queria encontrar músicos que fossem talentosos e ambiciosos. Queria vingança. Queria dar uma lição no Metallica," diz Mustaine no seu livro, Mustaine: A Heavy Metal Memoir, out today. Em sua busca por vingança nasceu o Megadeth."
Essa história forma a base da autobiografia de Mustaine, a carreira inteira na verdade, e permanece centralizada na identidade do Megadeth, mesmo depois do auge.
O Post falou com Mustaine antes da tarde de autógrafos do livro em Toronto. Com um forte cheiro de perfume, o extrovertido cristão ficou feliz em contar sua vida plenamente, exaustivamente vivida.
“A ordem das coisas eram as drogas primeiro, depois o rock ’n’ roll, e então o sexo” disse Mustaine. O foi pedido para desvendar o mistério do ovo e a galinha do sexo drogas e rock ’n’ roll que impera nesse livro (que teve auxílio do jornalista Joe Layden em algumas partes).
“Você fica chapado, depois vai tocar e depois vê a garota. Depois que faz a sua vítima você usa mais drogas. Você tem que mantê-las chapadas."
E o ciclo continua na maior parte das 300 páginas.
Os excessos de Mustaine -- o fantasma do abandono -- já fazem valer a pena a leitura para aqueles que gostam de coisas absurdas e esquálidas. Mas é a história de sua recuperação que impede que ele vague para longe do reino do clichê do rock ’n’ roll.
Não foi uma experiência de quase morte que assustou mais Mustaine, nem a perda temporária de sua esposa e filhos. Foi algo que os médicos chamam de nervo radial comprimido, e que acontece numa circunstância quase cômica.
“Eu estava na clínica de reabilitação e decidi tirar um cochilo. Acordei, meu braço esteve posicionado atrás das costas da cadeira e não sentia minha mão," completa Mustaine. Fui ao médico e ele me disse que tinha sofrido um acidente esquisito e que não voltaria mais a tocar guitarra."
Essa possível aposentadoria o levou ao fundo do poço e foi lá que ele encontrou Deus, e forças para combater os seus demônios.
Com uma fisioterapia intensiva e apesar das probabilidades, ele recuperou o uso da mão. Ele também recuperou a sobriedade por um período significativo desde sua adolescência (e tem se mantido assim desde então).
E quanto aos seus arquiinimigos do Metallica?
“Nós nos desentendemos, mas a verdade é que a gente sempre gostou um do outro e foi uma separação difícil. Se não bebesse tanto talvez não tivesse perdido o emprego. Mas o melhor de tudo é que agora temos duas ótimas bandas."
Fonte: Rust In Page
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